A PHDA é uma das perturbações do neurodesenvolvimento mais frequentes e tem tratamento. Uma avaliação cuidada evita tanto que passe despercebida como que se rotule uma criança sem razão.
Fale com um pedopsiquiatra ou com um psicólogo por videoconsulta. Avaliamos as dificuldades do seu filho e orientamos os próximos passos, em casa e na escola.
- Marcar consulta de Psicologia →Quando a ansiedade ou a relação pesam no problema.
Sinais a que os pais e a escola podem estar atentos
- Dificuldade em manter a atenção nas tarefas e nas brincadeiras, parece não ouvir quando lhe falam
- Não termina os trabalhos, perde o material, esquece-se com frequência
- Mexe-se muito, levanta-se na sala de aula, tem dificuldade em esperar a vez
- Fala muito, interrompe, responde antes de a pergunta acabar
- Age sem pensar nas consequências, com mais acidentes do que o habitual
- Os sinais aparecem em mais do que um sítio, por exemplo em casa e na escola
Como se faz o diagnóstico
O diagnóstico é clínico e é feito por um pedopsiquiatra, neuropediatra ou pediatra do desenvolvimento. Assenta na entrevista com os pais e com a criança, na observação, em questionários preenchidos pelos pais e pelos professores e, muitas vezes, numa avaliação psicológica. Não há uma análise nem um exame que o confirme.
É importante excluir outras explicações, como problemas de visão ou audição, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, alterações do sono ou acontecimentos difíceis na vida da criança. Para isso podem ser precisas várias consultas e, em alguns casos, observação presencial.
Como se trata
Nas crianças mais novas, o primeiro passo é normalmente a intervenção comportamental, com treino de competências parentais e articulação com a escola: rotinas claras, instruções curtas, reforço positivo e adaptações na sala de aula. A psicologia tem um papel central nesta parte.
Quando os sintomas são marcados e os apoios não chegam, o pedopsiquiatra pode propor medicação, sobretudo a partir da idade escolar. O metilfenidato é o mais usado, e a lisdexanfetamina e os não estimulantes, como a atomoxetina, são alternativas. A medicação exige acompanhamento regular do crescimento, do peso, do apetite, do sono, da tensão arterial e da frequência cardíaca. A decisão é sempre do médico, com os pais.
O que se pode fazer por videoconsulta
A entrevista com os pais, a revisão dos questionários e dos relatórios da escola, a orientação parental e o seguimento de uma criança já diagnosticada fazem-se bem por vídeo. A criança pode participar na consulta, com os pais por perto.
O pedopsiquiatra decide se a avaliação pode continuar à distância ou se precisa de observar a criança presencialmente. A psicologia pode acompanhar o treino parental e as estratégias para casa e para a escola.
- Se a criança ou o adolescente fala em morrer ou em se magoar: ligue 112 ou SNS 24 (808 24 24 24, opção de aconselhamento psicológico)
Se estiver em crise
Se tem pensamentos de suicídio, de se magoar ou de fazer mal a outra pessoa, não espere por uma consulta marcada. Peça ajuda agora: não está sozinho e há quem possa ajudar de imediato.
- Perigo imediato para si ou para outra pessoa: ligue 112
- SNS 24: ligue 808 24 24 24 e escolha a opção de aconselhamento psicológico, disponível todos os dias
- Se puder, fale com alguém de confiança e não fique sozinho até ter ajuda
Como funciona
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Escolha o horário
Vê logo os próximos horários livres e o médico com quem vai falar.
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Fale com o médico
Por videochamada, no telemóvel ou no computador, onde se sentir à vontade.
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Receba o que precisar
Se o médico indicar, receita, exames ou declaração ficam na sua área.
Perguntas frequentes
O meu filho é muito irrequieto. Tem PHDA?
Não necessariamente. Muitas crianças são ativas sem ter PHDA. O que conta é a intensidade dos sintomas para a idade, a duração e o impacto em mais do que um contexto. Se tem dúvidas, fale com o pediatra ou marque uma avaliação.
A PHDA resulta de má educação?
Não. A PHDA tem uma base neurobiológica e uma componente genética importante. As estratégias dos pais e da escola ajudam muito no tratamento, mas não são a causa.
A medicação vai mudar a personalidade do meu filho?
Na dose certa, não deve mudar quem a criança é: ajuda-a a concentrar-se e a controlar melhor os impulsos. Se notar a criança apagada ou muito diferente, fale com o médico, porque pode ser preciso ajustar.
Que informação devo levar à consulta?
Boletins e relatórios da escola, o boletim de saúde infantil, relatórios de outras avaliações e uma descrição de como são o dia a dia, o sono e o comportamento em casa. Os questionários para os professores podem ser pedidos na própria consulta.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.











