Pedir ajuda cedo protege a mãe, o bebé e a família. A videoconsulta permite falar com um psiquiatra ou com um psicólogo a partir de casa, sem ter de organizar saídas com um recém-nascido, num momento em que sair pode ser difícil.
Fale com um psiquiatra ou com um psicólogo por videoconsulta, sem sair de casa e com o bebé ao pé de si. Avaliamos os sintomas e definimos consigo o tratamento.
- Marcar consulta de Psicologia →Quando a ansiedade ou a relação pesam no problema.
- Marcar consulta de Amamentação →Apoio à amamentação, incluindo dúvidas sobre medicação enquanto amamenta.
Tristeza dos primeiros dias ou depressão?
Nos primeiros dias depois do parto, muitas mães passam por uma fase de choro fácil, irritabilidade e alterações de humor, ligada às mudanças hormonais, ao cansaço e à adaptação. É conhecida como baby blues, é muito frequente e costuma passar sozinha ao fim de cerca de duas semanas.
Quando os sintomas são mais intensos, duram mais de duas semanas ou aparecem mais tarde, pode ser uma depressão pós-parto, que precisa de avaliação.
Sintomas da depressão pós-parto
Alguns sintomas, como o cansaço e as alterações do sono, são difíceis de separar da vida com um recém-nascido. O que pesa é a intensidade, a duração e o impacto no dia a dia.
- Tristeza, vazio ou choro frequente na maior parte do dia
- Perda de interesse ou de prazer, incluindo em estar com o bebé
- Sentir-se incapaz, culpada ou má mãe
- Ansiedade intensa, preocupação excessiva com a saúde do bebé, ataques de pânico
- Não conseguir dormir mesmo quando o bebé dorme
- Irritabilidade, dificuldade de concentração, isolamento
- Pensamentos intrusivos e assustadores sobre o bebé, que a mãe rejeita
- Pensamentos de morte ou de que a família estaria melhor sem si
Quem tem mais risco, e o papel do companheiro e da família
O risco é maior em quem já teve depressão ou ansiedade, sobretudo durante a gravidez, em quem teve depressão pós-parto noutro filho, depois de um parto difícil ou de complicações com o bebé, e quando falta apoio. Mas pode surgir em qualquer mãe. Os pais e companheiros também podem ter depressão depois do nascimento de um filho.
O companheiro e a família são muitas vezes os primeiros a reparar que algo não está bem. Podem ajudar a dividir as noites e as tarefas, garantir que a mãe descansa e come, e incentivá-la a falar com um médico. Podem também estar presentes na consulta, se ela quiser.
Como se trata, incluindo durante a amamentação
Nos casos ligeiros, a psicoterapia e o apoio prático em casa podem ser suficientes. Nos casos moderados ou graves, o psiquiatra pode propor um antidepressivo, muitas vezes da família dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Antes, o médico pode pedir análises para excluir causas que dão sintomas parecidos, como alterações da tiroide ou anemia.
Estar a amamentar não impede o tratamento. Vários antidepressivos são considerados compatíveis com a amamentação, mas a escolha do medicamento e da dose é uma decisão do médico, caso a caso, pesando os benefícios para a mãe e a exposição do bebé. Não comece nem pare medicação por conta própria. A Clínica Online tem também uma consulta de Amamentação, para as dúvidas sobre amamentar enquanto faz tratamento.
O que se pode fazer por videoconsulta
A avaliação e o acompanhamento fazem-se bem por vídeo, e o bebé pode estar consigo durante a consulta. O psiquiatra ou o psicólogo conversa sobre os sintomas, o sono, o apoio que tem em casa e a sua segurança, e define o plano. As sessões de psicoterapia podem decorrer online.
Quando há indicação para medicação, a prescrição é uma decisão do médico, depois de a avaliar. Se houver sinais de psicose pós-parto ou risco para a mãe ou para o bebé, a avaliação tem de ser presencial e urgente.
Se estiver em crise
Se tem pensamentos de suicídio, de se magoar ou de fazer mal ao bebé, não espere por uma consulta marcada. Estes pensamentos fazem parte da doença, não dizem nada sobre o seu amor pelo bebé, e há quem possa ajudar de imediato.
- Perigo imediato para si ou para o bebé: ligue 112
- Confusão, ideias estranhas, ouvir ou ver coisas que os outros não ouvem nem veem, ou agitação sem dormir nos dias a seguir ao parto: ligue 112, pode ser uma psicose pós-parto
- SNS 24: ligue 808 24 24 24 e escolha a opção de aconselhamento psicológico, disponível todos os dias
- Peça ao companheiro ou a alguém de confiança que fique consigo e com o bebé até ter ajuda
Como funciona
- 1
Escolha o horário
Vê logo os próximos horários livres e o médico com quem vai falar.
- 2
Fale com o médico
Por videochamada, no telemóvel ou no computador, onde se sentir à vontade.
- 3
Receba o que precisar
Se o médico indicar, receita, exames ou declaração ficam na sua área.
Perguntas frequentes
Posso tomar antidepressivos se estiver a amamentar?
Em muitos casos, sim. Há antidepressivos considerados compatíveis com a amamentação, mas a decisão sobre qual tomar e em que dose é sempre do médico, depois de a avaliar. Na maioria das situações não é preciso escolher entre tratar a depressão e amamentar.
Os pais também podem ter depressão pós-parto?
Sim. Os pais e companheiros também podem ter depressão depois do nascimento de um filho, sobretudo quando a mãe também está deprimida ou há pouco apoio. Os sinais nos homens são por vezes mais de irritabilidade, isolamento ou excesso de trabalho do que de tristeza.
Tenho pensamentos horríveis sobre o bebé. Quer dizer que lhe vou fazer mal?
Pensamentos intrusivos que assustam e que a mãe rejeita são frequentes na ansiedade e na depressão pós-parto, e não significam que os vá pôr em prática. Mas merecem ser falados com um médico. Se sentir que pode mesmo fazer mal a si ou ao bebé, ou se os pensamentos não lhe parecerem estranhos, ligue 112.
A depressão pós-parto passa sozinha?
A tristeza dos primeiros dias passa. A depressão pós-parto pode prolongar-se durante meses se não for tratada, com impacto na mãe, na relação com o bebé e na família. Com tratamento, a maioria das mães recupera bem.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.











