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Saúde Mental

PHDA no adulto: sintomas, diagnóstico e consulta online com psiquiatra

Revisão clínica por Dr. Gonçalo Espínola · Cédula OM 77599

A perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA) começa na infância, mas em muitas pessoas mantém-se na idade adulta. Muitos adultos nunca foram diagnosticados e passaram anos a ouvir que eram distraídos, desorganizados ou pouco esforçados.

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No adulto, a PHDA aparece sobretudo como dificuldade em manter a atenção, organizar o tempo e terminar tarefas, com impacto no trabalho, nos estudos e nas relações. Tem tratamento, e a avaliação por um psiquiatra pode começar por videoconsulta.

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Fale com um psiquiatra por videoconsulta para avaliar se as suas dificuldades de atenção e organização podem ser PHDA e qual o tratamento adequado.

Como se manifesta no adulto

A hiperatividade visível da infância tende a dar lugar a uma inquietação interior. Os sintomas de desatenção costumam ser os que mais pesam.

  • Distrair-se com facilidade, perder o fio às conversas e às leituras
  • Dificuldade em organizar tarefas, cumprir prazos e gerir o tempo
  • Adiar tarefas que exigem esforço mental prolongado
  • Perder ou esquecer objetos, compromissos e contas
  • Inquietação, dificuldade em estar parado, interromper os outros
  • Impulsividade nas decisões, nos gastos ou na condução

Como se faz o diagnóstico

Não há uma análise nem um exame que faça o diagnóstico. O psiquiatra faz uma entrevista detalhada, que inclui a infância: os sintomas têm de ter começado antes dos 12 anos e de causar dificuldades em mais do que um contexto. Ajuda trazer boletins escolares antigos e, se possível, a perspetiva de alguém que o conheça desde criança. Podem ser usados questionários validados.

Ansiedade, depressão, perturbação bipolar, problemas de sono ou consumo de substâncias podem dar sintomas parecidos ou existir ao mesmo tempo, e o psiquiatra avalia-os também. Por isso o diagnóstico pode exigir mais do que uma consulta.

Como se trata

O tratamento combina estratégias de organização, psicoeducação e, quando indicado, psicoterapia (sobretudo cognitivo-comportamental), com medicação. Os medicamentos mais usados são os estimulantes, como o metilfenidato (a Ritalina é um dos nomes comerciais) e a lisdexanfetamina, e os não estimulantes, como a atomoxetina. A escolha, a formulação e a dose dependem da avaliação, da história cardiovascular e de outros fatores, e são sempre decisão do psiquiatra.

O metilfenidato é uma substância controlada, com regras próprias de prescrição e dispensa. Por isso a prescrição segue a avaliação médica e o acompanhamento regular, com controlo da tensão arterial, da frequência cardíaca e do peso.

O que se pode fazer por videoconsulta

A entrevista diagnóstica, os questionários e o acompanhamento fazem-se bem por vídeo. Nas consultas de seguimento, o psiquiatra avalia a resposta e os efeitos secundários e ajusta o plano. Pode pedir-lhe que meça a tensão arterial e o peso entre consultas.

Nem todas as primeiras consultas terminam com um diagnóstico ou com medicação: às vezes são precisas mais informações, e às vezes a causa das dificuldades é outra. A decisão é sempre do médico.

  • Pensamentos de morte, de suicídio ou de se magoar: ligue 112 ou SNS 24 (808 24 24 24, opção de aconselhamento psicológico)

Se estiver em crise

Se tem pensamentos de suicídio, de se magoar ou de fazer mal a outra pessoa, não espere por uma consulta marcada. Peça ajuda agora: não está sozinho e há quem possa ajudar de imediato.

  • Perigo imediato para si ou para outra pessoa: ligue 112
  • SNS 24: ligue 808 24 24 24 e escolha a opção de aconselhamento psicológico, disponível todos os dias
  • Se puder, fale com alguém de confiança e não fique sozinho até ter ajuda

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Perguntas frequentes

É possível ter PHDA e só descobrir em adulto?

Sim, é frequente, sobretudo em mulheres e em pessoas com bons resultados escolares que compensavam as dificuldades. Os sintomas existiam na infância, mas não foram reconhecidos.

Um teste online chega para saber se tenho PHDA?

Os questionários online podem ser um ponto de partida, mas não fazem o diagnóstico. É precisa uma avaliação clínica que exclua outras causas e confirme que os sintomas existem desde a infância.

Vou sair da consulta com receita?

Não necessariamente. A medicação só é prescrita quando o diagnóstico está estabelecido e o psiquiatra considera que é adequada e segura para si. Alguns medicamentos têm regras de prescrição próprias.

A medicação para a PHDA cria dependência?

Usada como prescrito e com acompanhamento, o risco é baixo. O metilfenidato é uma substância controlada precisamente porque pode ser mal usado, e por isso a prescrição e o seguimento são feitos com cuidado.

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Fontes

Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.