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Saúde Mental

Ataques de pânico: sintomas, o que fazer e consulta online com psicólogo ou psiquiatra

Revisão clínica por Dr. Gonçalo Espínola · Cédula OM 77599

Um ataque de pânico é uma crise súbita de medo intenso, acompanhada de sintomas físicos fortes como palpitações, falta de ar ou aperto no peito. Atinge o máximo em poucos minutos e passa sozinho, mas a sensação de perder o controlo ou de estar a morrer é tão real que muitas pessoas vão à urgência a pensar que têm um problema cardíaco.

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Ter um ataque de pânico isolado é relativamente comum. Quando as crises se repetem e o medo de voltar a ter uma passa a condicionar a vida, fala-se de perturbação de pânico, que tem tratamento eficaz. A videoconsulta permite fazer a avaliação e o acompanhamento a partir de casa.

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Sintomas de um ataque de pânico

A crise começa de forma brusca, por vezes em repouso ou durante o sono, e costuma durar entre alguns minutos e meia hora. Depois deixa cansaço e receio de que se repita.

  • Palpitações, coração acelerado ou a bater com força
  • Falta de ar, sensação de sufoco ou de aperto na garganta
  • Dor ou aperto no peito
  • Tremores, suores, arrepios ou ondas de calor
  • Tonturas, sensação de desmaio, formigueiros nas mãos ou à volta da boca
  • Náuseas ou desconforto no estômago
  • Sensação de irrealidade ou de estar fora de si
  • Medo de perder o controlo, de enlouquecer ou de morrer

Ataque de pânico ou problema do coração?

Os sintomas podem ser muito parecidos com os de um enfarte, de uma arritmia ou de outras doenças. Por isso, num primeiro episódio, ou se os sintomas forem diferentes do habitual, é prudente fazer uma avaliação médica antes de concluir que se trata de pânico.

O médico pode pedir análises (por exemplo, à tiroide), um eletrocardiograma ou outros exames para excluir causas físicas. Também convém rever o consumo de cafeína, de álcool e de outras substâncias, que podem desencadear ou agravar as crises.

  • Dor no peito intensa ou em aperto, que vai para o braço, o pescoço ou o maxilar: ligue 112
  • Falta de ar intensa, desmaio ou sintomas que não passam ao fim de 30 minutos: ligue 112
  • Primeiro episódio com doença cardíaca conhecida, diabetes ou mais de 40 anos: procure avaliação urgente

O que fazer durante uma crise

Quando já sabe que se trata de um ataque de pânico, lembrar-se de que a crise passa sozinha ajuda a reduzir o medo, que é o que a alimenta. Tentar fugir ou lutar contra os sintomas tende a prolongá-la.

  • Respire devagar, com a expiração mais longa do que a inspiração
  • Diga a si próprio que é um ataque de pânico e que vai passar em poucos minutos
  • Concentre-se no que está à sua volta: o que vê, ouve e toca
  • Se puder, fique onde está em vez de sair a correr do local

Como se trata a perturbação de pânico

A psicoterapia é o tratamento principal, em particular a terapia cognitivo-comportamental. Ajuda a perceber o ciclo entre as sensações do corpo e o medo, e inclui a exposição gradual às sensações e às situações que a pessoa passou a evitar. Muitas pessoas deixam de ir a sítios cheios, de conduzir ou de sair sozinhas, e recuperar essa liberdade faz parte do tratamento.

Quando as crises são frequentes ou intensas, o psiquiatra pode propor medicação. Os antidepressivos da família dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) são frequentemente usados como tratamento de fundo e reduzem o número de crises ao fim de algumas semanas. As benzodiazepinas aliviam a crise, mas, pelo risco de dependência, devem ser usadas por pouco tempo e com acompanhamento. A indicação depende sempre da avaliação médica.

O que se pode fazer por videoconsulta

A avaliação e o acompanhamento fazem-se bem por vídeo: o psicólogo ou o psiquiatra conversa consigo sobre as crises, o que as desencadeia e o que deixou de fazer por causa delas, e define o plano. As sessões de psicoterapia podem decorrer online, o que é útil para quem passou a evitar sair de casa.

Se for preciso excluir uma causa física, o médico pode pedir análises ou um eletrocardiograma. Quando há indicação para medicação, a prescrição é uma decisão do médico, depois de o avaliar. Se as crises o impedirem de trabalhar, o médico pode avaliar a necessidade de baixa médica na própria videoconsulta.

Se estiver em crise

Se tem pensamentos de suicídio, de se magoar ou de fazer mal a outra pessoa, não espere por uma consulta marcada. Peça ajuda agora: não está sozinho e há quem possa ajudar de imediato.

  • Perigo imediato para si ou para outra pessoa: ligue 112
  • SNS 24: ligue 808 24 24 24 e escolha a opção de aconselhamento psicológico, disponível todos os dias
  • Se puder, fale com alguém de confiança e não fique sozinho até ter ajuda

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Perguntas frequentes

Pode-se morrer de um ataque de pânico?

Não. Um ataque de pânico é muito desconfortável mas não é, em si, perigoso. O problema é que os mesmos sintomas podem ter causas cardíacas ou respiratórias. Num primeiro episódio, ou se tiver dúvidas, procure avaliação médica urgente.

Qual é a diferença entre ansiedade e pânico?

A ansiedade costuma ser uma preocupação mais constante e difusa. O ataque de pânico é uma crise súbita e intensa, que atinge o máximo em minutos. Muitas pessoas têm as duas coisas. Na página sobre ansiedade, nesta área, explicamos as restantes formas de perturbação de ansiedade.

Psicólogo ou psiquiatra para os ataques de pânico?

Pode começar pela psicologia, que tem o tratamento principal. Se as crises forem muito frequentes, se já tentou psicoterapia sem melhoria suficiente ou se pensa que pode precisar de medicação, a consulta de psiquiatria é a indicada. Os dois podem trabalhar em conjunto.

A perturbação de pânico tem cura?

Na maioria das pessoas melhora muito com tratamento, e muitas deixam de ter crises. Pode haver recaídas em fases de maior stress, mas quem fez terapia costuma reconhecer os sinais mais cedo e saber o que fazer.

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Fontes

Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.