É muito frequente e, muitas vezes, está ligada à ansiedade, à depressão ou a outros problemas de saúde. Tratar a causa e mudar alguns hábitos resolve muitos casos, e a videoconsulta é uma boa forma de começar.
Fale com um médico ou psicólogo por videoconsulta. Percebemos o que está a afetar o seu sono e definimos consigo o tratamento.
- Marcar consulta de Psicologia →Quando a ansiedade ou a relação pesam no problema.
- Marcar consulta de Clínica Geral →Videoconsulta com um médico inscrito na Ordem dos Médicos.
Causas frequentes
A insónia raramente tem uma única causa. Muitas vezes começa num período de stress e mantém-se depois por causa dos hábitos e da preocupação com o próprio sono.
- Stress, ansiedade, depressão
- Horários irregulares, trabalho por turnos, ecrãs à noite
- Cafeína, álcool, tabaco e algumas substâncias
- Dor crónica, refluxo, necessidade de urinar à noite, alterações hormonais
- Alguns medicamentos
- Outras perturbações do sono, como a apneia do sono ou a síndrome das pernas inquietas
Como se trata
O tratamento recomendado em primeiro lugar para a insónia crónica é a terapia cognitivo-comportamental para a insónia (TCC-I). Inclui horários regulares, usar a cama só para dormir, limitar o tempo na cama ao tempo de sono real e trabalhar as preocupações com o sono. Os efeitos duram mais do que os dos medicamentos.
Os medicamentos para dormir, como as benzodiazepinas ou fármacos aparentados (por exemplo, o zolpidem), podem ajudar em situações pontuais, mas devem ser usados por pouco tempo, porque o organismo se habitua e há risco de dependência, quedas e sonolência no dia seguinte, sobretudo em pessoas mais velhas. Em alguns casos o médico pode considerar outras opções, como a melatonina ou certos antidepressivos em dose baixa. A indicação depende sempre da avaliação.
Que consulta escolher
Se a insónia está ligada a ansiedade, depressão ou a uma fase difícil, ou se toma comprimidos para dormir há muito tempo e quer deixá-los, a consulta de psiquiatria faz a avaliação e o plano. A psicologia é a indicada para a terapia cognitivo-comportamental da insónia. A clínica geral pode avaliar causas físicas e rever a medicação.
Por videoconsulta o médico pode pedir-lhe um diário do sono durante uma ou duas semanas, que ajuda muito a perceber o padrão. Se houver suspeita de apneia do sono (ressonar alto, pausas na respiração, sonolência forte de dia), pode ser preciso um estudo do sono.
Sinais de alarme
- Pensamentos de morte, de suicídio ou de se magoar: ligue 112 ou SNS 24 (808 24 24 24, opção de aconselhamento psicológico)
- Adormecer sem querer a conduzir ou a trabalhar com máquinas: não conduza e procure avaliação médica
- Insónia com euforia, muita energia e pouca necessidade de dormir durante vários dias: procure avaliação psiquiátrica
Se estiver em crise
Se tem pensamentos de suicídio, de se magoar ou de fazer mal a outra pessoa, não espere por uma consulta marcada. Peça ajuda agora: não está sozinho e há quem possa ajudar de imediato.
- Perigo imediato para si ou para outra pessoa: ligue 112
- SNS 24: ligue 808 24 24 24 e escolha a opção de aconselhamento psicológico, disponível todos os dias
- Se puder, fale com alguém de confiança e não fique sozinho até ter ajuda
Como funciona
- 1
Escolha o horário
Vê logo os próximos horários livres e o médico com quem vai falar.
- 2
Fale com o médico
Por videochamada, no telemóvel ou no computador, onde se sentir à vontade.
- 3
Receba o que precisar
Se o médico indicar, receita, exames ou declaração ficam na sua área.
Perguntas frequentes
Os comprimidos para dormir resolvem a insónia?
Ajudam a dormir em situações pontuais, mas não tratam a causa e perdem efeito com o uso prolongado. O tratamento mais duradouro é a terapia cognitivo-comportamental para a insónia, por vezes combinada com medicação por pouco tempo.
Tomo calmantes para dormir há anos. Posso parar?
Na maioria dos casos sim, mas de forma gradual e acompanhada. Parar de repente pode causar insónia de rebate e outros sintomas de privação. Fale com o médico antes de mudar a dose.
A melatonina funciona?
Pode ajudar em algumas situações, como as alterações do ritmo do sono ou em pessoas mais velhas, mas o efeito na insónia crónica é modesto. O médico diz-lhe se faz sentido no seu caso.
Quanto tempo devo dormir?
A maioria dos adultos precisa de sete a nove horas, mas há variação. Mais do que o número de horas, importa se acorda descansado e consegue funcionar bem durante o dia.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.











