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Coração e Metabolismo

Diabetes tipo 2: sintomas, tratamento e consulta médica online

Revisão clínica por Dr. Gonçalo Espínola · Cédula OM 77599

A diabetes tipo 2 é uma doença crónica em que o açúcar (glicose) no sangue fica elevado, porque o corpo deixa de responder bem à insulina e, com o tempo, a produz em quantidade insuficiente. Em Portugal afeta mais de um milhão de pessoas, e uma parte importante não sabe que a tem.

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Com tratamento e acompanhamento regular, é possível manter a glicemia controlada e prevenir as complicações nos olhos, nos rins, nos nervos e no coração. Grande parte desse acompanhamento, rever análises e ajustar a medicação, pode ser feita por videoconsulta.

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Acompanhe a sua diabetes por videoconsulta. O médico revê as análises e a medicação e propõe o plano adequado ao seu caso.

Fatores de risco

A diabetes tipo 2 resulta da combinação de predisposição genética com o estilo de vida. Desenvolve-se devagar e é muitas vezes precedida de uma fase de pré-diabetes, em que os valores já estão acima do normal mas ainda abaixo dos da diabetes. Nessa fase, mudar hábitos pode atrasar ou evitar a doença.

  • Excesso de peso, sobretudo gordura abdominal
  • Sedentarismo e alimentação rica em açúcares e alimentos processados
  • Familiares próximos com diabetes
  • Idade acima dos 45 anos
  • Diabetes durante a gravidez ou síndrome do ovário poliquístico
  • Tensão arterial alta e colesterol alterado

Sintomas e diagnóstico

Muitas pessoas não têm sintomas durante anos. Quando surgem, os mais comuns são sede intensa, urinar muito, cansaço, visão turva, infeções frequentes e perda de peso sem explicação.

O diagnóstico faz-se com análises ao sangue: a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada (HbA1c), que reflete a média da glicose nos últimos 2 a 3 meses, ou a prova de tolerância à glicose oral. Normalmente o resultado é confirmado com uma segunda análise.

Que tratamentos existem

A base do tratamento é a alimentação equilibrada, a atividade física regular e, quando há excesso de peso, a perda de peso, que por si só pode melhorar muito o controlo da diabetes.

Quando é preciso medicação, a metformina é muitas vezes o primeiro medicamento. Há várias outras famílias, como os inibidores do SGLT2 (iSGLT2, como a dapagliflozina ou a empagliflozina), os agonistas do recetor do GLP-1 (como o semaglutido, o dulaglutido ou o liraglutido), o tirzepatido, os inibidores da DPP-4 e a insulina. Alguns têm benefício adicional para o coração e para os rins. A escolha depende da avaliação médica: dos valores, do peso, de outras doenças, do risco de hipoglicemia e da tolerância de cada pessoa.

O tratamento da diabetes inclui também o controlo da tensão arterial e do colesterol, deixar de fumar e os rastreios regulares das complicações.

O que se pode resolver por videoconsulta

Por videoconsulta, o médico revê as suas análises (HbA1c, função renal, albumina na urina, perfil lipídico), o registo das glicemias medidas em casa e a medicação. Pode pedir novas análises, ajustar ou iniciar tratamento por receita eletrónica, se for clinicamente adequado, e combinar consigo os objetivos. As consultas de Nutrição e de Peso e Metabolismo ajudam a pôr em prática as mudanças de alimentação e de peso.

Alguns cuidados exigem presença física: o exame dos pés, o rastreio da retinopatia (fotografia do fundo do olho) e, conforme o caso, outros exames. A videoconsulta não os substitui, e o médico indica-lhe onde e quando os fazer.

Quando procurar ajuda urgente

  • Hipoglicemia com confusão, sonolência, convulsões ou perda de consciência: ligue 112
  • Glicemias muito altas com vómitos, sede intensa, respiração rápida ou sonolência: procure a urgência
  • Ferida no pé que não cicatriza, está vermelha, quente ou com pus: procure observação médica no próprio dia
  • Perda súbita de visão: procure a urgência
  • Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24)

Como funciona

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Perguntas frequentes

A diabetes tipo 2 tem cura?

É uma doença crónica, mas em algumas pessoas, sobretudo com perda de peso importante no início da doença, os valores voltam ao normal sem medicação durante muito tempo. Mesmo assim, o acompanhamento deve continuar.

Os medicamentos como o semaglutido servem para toda a gente com diabetes?

Não. Os agonistas do GLP-1 são uma das várias opções e têm indicações, contraindicações e efeitos secundários próprios. O médico decide qual o tratamento mais adequado ao seu caso.

De quanto em quanto tempo devo fazer análises?

Depende do controlo da diabetes. Muitas vezes a HbA1c é repetida a cada 3 a 6 meses, e as análises dos rins e do colesterol pelo menos uma vez por ano. O médico define o calendário consigo.

Preciso de medir a glicemia em casa?

Nem sempre. É útil sobretudo em quem faz insulina ou medicamentos que podem causar hipoglicemia, ou quando se está a ajustar o tratamento. O médico diz-lhe se e quando deve medir.

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Fontes

Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.