Com tratamento e acompanhamento regular, é possível manter a glicemia controlada e prevenir as complicações nos olhos, nos rins, nos nervos e no coração. Grande parte desse acompanhamento, rever análises e ajustar a medicação, pode ser feita por videoconsulta.
Acompanhe a sua diabetes por videoconsulta. O médico revê as análises e a medicação e propõe o plano adequado ao seu caso.
- Marcar consulta de Medicina Geral e Familiar →Seguimento das doenças crónicas por um médico de família.
- Marcar consulta de Nutrição →Plano alimentar com um nutricionista.
- Marcar consulta de Peso e Metabolismo →Acompanhamento médico do peso e do metabolismo.
Fatores de risco
A diabetes tipo 2 resulta da combinação de predisposição genética com o estilo de vida. Desenvolve-se devagar e é muitas vezes precedida de uma fase de pré-diabetes, em que os valores já estão acima do normal mas ainda abaixo dos da diabetes. Nessa fase, mudar hábitos pode atrasar ou evitar a doença.
- Excesso de peso, sobretudo gordura abdominal
- Sedentarismo e alimentação rica em açúcares e alimentos processados
- Familiares próximos com diabetes
- Idade acima dos 45 anos
- Diabetes durante a gravidez ou síndrome do ovário poliquístico
- Tensão arterial alta e colesterol alterado
Sintomas e diagnóstico
Muitas pessoas não têm sintomas durante anos. Quando surgem, os mais comuns são sede intensa, urinar muito, cansaço, visão turva, infeções frequentes e perda de peso sem explicação.
O diagnóstico faz-se com análises ao sangue: a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada (HbA1c), que reflete a média da glicose nos últimos 2 a 3 meses, ou a prova de tolerância à glicose oral. Normalmente o resultado é confirmado com uma segunda análise.
Que tratamentos existem
A base do tratamento é a alimentação equilibrada, a atividade física regular e, quando há excesso de peso, a perda de peso, que por si só pode melhorar muito o controlo da diabetes.
Quando é preciso medicação, a metformina é muitas vezes o primeiro medicamento. Há várias outras famílias, como os inibidores do SGLT2 (iSGLT2, como a dapagliflozina ou a empagliflozina), os agonistas do recetor do GLP-1 (como o semaglutido, o dulaglutido ou o liraglutido), o tirzepatido, os inibidores da DPP-4 e a insulina. Alguns têm benefício adicional para o coração e para os rins. A escolha depende da avaliação médica: dos valores, do peso, de outras doenças, do risco de hipoglicemia e da tolerância de cada pessoa.
O tratamento da diabetes inclui também o controlo da tensão arterial e do colesterol, deixar de fumar e os rastreios regulares das complicações.
O que se pode resolver por videoconsulta
Por videoconsulta, o médico revê as suas análises (HbA1c, função renal, albumina na urina, perfil lipídico), o registo das glicemias medidas em casa e a medicação. Pode pedir novas análises, ajustar ou iniciar tratamento por receita eletrónica, se for clinicamente adequado, e combinar consigo os objetivos. As consultas de Nutrição e de Peso e Metabolismo ajudam a pôr em prática as mudanças de alimentação e de peso.
Alguns cuidados exigem presença física: o exame dos pés, o rastreio da retinopatia (fotografia do fundo do olho) e, conforme o caso, outros exames. A videoconsulta não os substitui, e o médico indica-lhe onde e quando os fazer.
Quando procurar ajuda urgente
- Hipoglicemia com confusão, sonolência, convulsões ou perda de consciência: ligue 112
- Glicemias muito altas com vómitos, sede intensa, respiração rápida ou sonolência: procure a urgência
- Ferida no pé que não cicatriza, está vermelha, quente ou com pus: procure observação médica no próprio dia
- Perda súbita de visão: procure a urgência
- Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24)
Como funciona
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Se o médico indicar, receita, exames ou declaração ficam na sua área.
Perguntas frequentes
A diabetes tipo 2 tem cura?
É uma doença crónica, mas em algumas pessoas, sobretudo com perda de peso importante no início da doença, os valores voltam ao normal sem medicação durante muito tempo. Mesmo assim, o acompanhamento deve continuar.
Os medicamentos como o semaglutido servem para toda a gente com diabetes?
Não. Os agonistas do GLP-1 são uma das várias opções e têm indicações, contraindicações e efeitos secundários próprios. O médico decide qual o tratamento mais adequado ao seu caso.
De quanto em quanto tempo devo fazer análises?
Depende do controlo da diabetes. Muitas vezes a HbA1c é repetida a cada 3 a 6 meses, e as análises dos rins e do colesterol pelo menos uma vez por ano. O médico define o calendário consigo.
Preciso de medir a glicemia em casa?
Nem sempre. É útil sobretudo em quem faz insulina ou medicamentos que podem causar hipoglicemia, ou quando se está a ajustar o tratamento. O médico diz-lhe se e quando deve medir.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.







