Esta página é para quem já tem uma arritmia diagnosticada e precisa de acompanhamento. O diagnóstico faz-se com exames presenciais, como o eletrocardiograma ou o Holter. O seguimento, a revisão dos sintomas, dos exames e da medicação, pode muitas vezes ser feito por videoconsulta.
Faça o seguimento da sua arritmia por videoconsulta. O médico revê os sintomas, os exames e a medicação, e diz-lhe quando é preciso uma avaliação presencial.
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Tipos mais comuns e causas
Nem todas as palpitações são uma arritmia, e nem todas as arritmias dão sintomas. O tipo de arritmia, e não apenas a sensação, é o que decide se é preciso tratar.
- Extrassístoles: batimentos extra, geralmente benignos, sentidos como um salto ou um soco no peito
- Fibrilhação auricular: ritmo irregular e muitas vezes rápido, mais frequente com a idade
- Taquicardias supraventriculares: episódios de coração muito acelerado que começam e acabam de repente
- Bradicardias: ritmo demasiado lento, que pode causar cansaço, tonturas ou desmaios
- Fatores que favorecem: tensão arterial alta, doença cardíaca, doenças da tiroide, apneia do sono, álcool, cafeína em excesso, falta de sono e alguns medicamentos
Como se diagnostica
O diagnóstico exige registar o ritmo do coração no momento em que a arritmia acontece. Isso faz-se presencialmente com um eletrocardiograma, um Holter (registo de 24 horas ou mais) ou outros monitores, e muitas vezes com um ecocardiograma e análises, incluindo a função da tiroide.
Os relógios inteligentes e alguns dispositivos de bolso conseguem gravar um traçado e podem dar uma pista útil, mas não substituem a avaliação médica. Um alerta do relógio deve ser confirmado por um médico com um exame adequado.
Que tratamentos existem
O tratamento depende do tipo de arritmia. Pode passar por controlar a frequência cardíaca com medicamentos como os betabloqueantes, por tentar manter o ritmo normal com antiarrítmicos, ou por procedimentos como a ablação por cateter. Nas bradicardias importantes pode ser necessário um pacemaker.
Na fibrilhação auricular, uma parte essencial do tratamento é prevenir o AVC. Conforme o risco de cada pessoa, o médico pode indicar um anticoagulante, como o apixabano, o rivaroxabano, o edoxabano, o dabigatrano ou a varfarina. A decisão de anticoagular, e com que medicamento, depende da avaliação médica, que pesa o risco de AVC contra o risco de hemorragia.
Tratar o que favorece a arritmia também conta: controlar a tensão arterial, perder peso, tratar a apneia do sono e reduzir o álcool diminuem os episódios.
O que a videoconsulta pode e não pode fazer
Por videoconsulta, o médico revê a frequência e as circunstâncias dos sintomas, os resultados do Holter, do eletrocardiograma ou de traçados de dispositivos pessoais, e a medicação que toma. Pode verificar a adesão e a tolerância ao anticoagulante, rever as análises, renovar receitas e ajustar o tratamento, se for clinicamente adequado, e pedir novos exames.
A videoconsulta não permite fazer o eletrocardiograma nem o Holter, nem diagnosticar uma arritmia nova. Palpitações recentes que ainda não foram estudadas, ou uma mudança importante no padrão dos episódios, justificam uma consulta presencial. Procedimentos como a ablação ou a colocação de pacemaker são decididos e feitos em Cardiologia.
Quando procurar ajuda urgente
- Palpitações com desmaio, dor no peito ou falta de ar intensa: ligue 112
- Coração muito acelerado que não para, com tonturas ou mal-estar: ligue 112
- Boca ao lado, falta de força num braço ou dificuldade em falar, de início súbito: ligue 112, são sinais de AVC
- Em quem toma anticoagulante: vómitos com sangue, fezes negras, sangue na urina ou uma pancada forte na cabeça: procure a urgência
- Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24)
Como funciona
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Por videochamada, no telemóvel ou no computador, onde se sentir à vontade.
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Se o médico indicar, receita, exames ou declaração ficam na sua área.
Perguntas frequentes
As palpitações são sempre perigosas?
Não. Muitas palpitações correspondem a extrassístoles benignas ou surgem com ansiedade, cafeína ou falta de sono. Ainda assim, palpitações frequentes ou que mudaram de padrão devem ser avaliadas, e as que se acompanham de desmaio ou dor no peito são uma urgência.
O meu relógio diz que tenho fibrilhação auricular. O que faço?
Guarde o traçado e fale com um médico. O alerta é uma pista útil, mas o diagnóstico tem de ser confirmado com um eletrocardiograma ou outro exame adequado. Se tiver sintomas de alarme, ligue 112.
Posso deixar de tomar o anticoagulante se me sentir bem?
Não deve suspendê-lo por conta própria. Na fibrilhação auricular, o anticoagulante protege do AVC mesmo quando não há sintomas. Qualquer alteração deve ser decidida com o médico.
Consigo fazer o Holter através da videoconsulta?
Não. O Holter e o eletrocardiograma são feitos presencialmente. O médico pode pedi-los na videoconsulta e rever os resultados numa consulta seguinte.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.







