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Coração e Metabolismo

Arritmias e fibrilhação auricular: seguimento e consulta médica online

Revisão clínica por Dr. Gonçalo Espínola · Cédula OM 77599

Uma arritmia é uma alteração do ritmo do coração: bate demasiado depressa, demasiado devagar ou de forma irregular. Há arritmias benignas e muito comuns, como as extrassístoles, e outras que precisam de tratamento, como a fibrilhação auricular, a mais frequente nos adultos e uma causa importante de AVC.

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Esta página é para quem já tem uma arritmia diagnosticada e precisa de acompanhamento. O diagnóstico faz-se com exames presenciais, como o eletrocardiograma ou o Holter. O seguimento, a revisão dos sintomas, dos exames e da medicação, pode muitas vezes ser feito por videoconsulta.

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Faça o seguimento da sua arritmia por videoconsulta. O médico revê os sintomas, os exames e a medicação, e diz-lhe quando é preciso uma avaliação presencial.

Tipos mais comuns e causas

Nem todas as palpitações são uma arritmia, e nem todas as arritmias dão sintomas. O tipo de arritmia, e não apenas a sensação, é o que decide se é preciso tratar.

  • Extrassístoles: batimentos extra, geralmente benignos, sentidos como um salto ou um soco no peito
  • Fibrilhação auricular: ritmo irregular e muitas vezes rápido, mais frequente com a idade
  • Taquicardias supraventriculares: episódios de coração muito acelerado que começam e acabam de repente
  • Bradicardias: ritmo demasiado lento, que pode causar cansaço, tonturas ou desmaios
  • Fatores que favorecem: tensão arterial alta, doença cardíaca, doenças da tiroide, apneia do sono, álcool, cafeína em excesso, falta de sono e alguns medicamentos

Como se diagnostica

O diagnóstico exige registar o ritmo do coração no momento em que a arritmia acontece. Isso faz-se presencialmente com um eletrocardiograma, um Holter (registo de 24 horas ou mais) ou outros monitores, e muitas vezes com um ecocardiograma e análises, incluindo a função da tiroide.

Os relógios inteligentes e alguns dispositivos de bolso conseguem gravar um traçado e podem dar uma pista útil, mas não substituem a avaliação médica. Um alerta do relógio deve ser confirmado por um médico com um exame adequado.

Que tratamentos existem

O tratamento depende do tipo de arritmia. Pode passar por controlar a frequência cardíaca com medicamentos como os betabloqueantes, por tentar manter o ritmo normal com antiarrítmicos, ou por procedimentos como a ablação por cateter. Nas bradicardias importantes pode ser necessário um pacemaker.

Na fibrilhação auricular, uma parte essencial do tratamento é prevenir o AVC. Conforme o risco de cada pessoa, o médico pode indicar um anticoagulante, como o apixabano, o rivaroxabano, o edoxabano, o dabigatrano ou a varfarina. A decisão de anticoagular, e com que medicamento, depende da avaliação médica, que pesa o risco de AVC contra o risco de hemorragia.

Tratar o que favorece a arritmia também conta: controlar a tensão arterial, perder peso, tratar a apneia do sono e reduzir o álcool diminuem os episódios.

O que a videoconsulta pode e não pode fazer

Por videoconsulta, o médico revê a frequência e as circunstâncias dos sintomas, os resultados do Holter, do eletrocardiograma ou de traçados de dispositivos pessoais, e a medicação que toma. Pode verificar a adesão e a tolerância ao anticoagulante, rever as análises, renovar receitas e ajustar o tratamento, se for clinicamente adequado, e pedir novos exames.

A videoconsulta não permite fazer o eletrocardiograma nem o Holter, nem diagnosticar uma arritmia nova. Palpitações recentes que ainda não foram estudadas, ou uma mudança importante no padrão dos episódios, justificam uma consulta presencial. Procedimentos como a ablação ou a colocação de pacemaker são decididos e feitos em Cardiologia.

Quando procurar ajuda urgente

  • Palpitações com desmaio, dor no peito ou falta de ar intensa: ligue 112
  • Coração muito acelerado que não para, com tonturas ou mal-estar: ligue 112
  • Boca ao lado, falta de força num braço ou dificuldade em falar, de início súbito: ligue 112, são sinais de AVC
  • Em quem toma anticoagulante: vómitos com sangue, fezes negras, sangue na urina ou uma pancada forte na cabeça: procure a urgência
  • Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24)

Como funciona

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Perguntas frequentes

As palpitações são sempre perigosas?

Não. Muitas palpitações correspondem a extrassístoles benignas ou surgem com ansiedade, cafeína ou falta de sono. Ainda assim, palpitações frequentes ou que mudaram de padrão devem ser avaliadas, e as que se acompanham de desmaio ou dor no peito são uma urgência.

O meu relógio diz que tenho fibrilhação auricular. O que faço?

Guarde o traçado e fale com um médico. O alerta é uma pista útil, mas o diagnóstico tem de ser confirmado com um eletrocardiograma ou outro exame adequado. Se tiver sintomas de alarme, ligue 112.

Posso deixar de tomar o anticoagulante se me sentir bem?

Não deve suspendê-lo por conta própria. Na fibrilhação auricular, o anticoagulante protege do AVC mesmo quando não há sintomas. Qualquer alteração deve ser decidida com o médico.

Consigo fazer o Holter através da videoconsulta?

Não. O Holter e o eletrocardiograma são feitos presencialmente. O médico pode pedi-los na videoconsulta e rever os resultados numa consulta seguinte.

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Fontes

Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.