Depois do diagnóstico, boa parte do acompanhamento pode ser feita por videoconsulta: rever sintomas e crises, verificar a técnica dos inaladores, ajustar o tratamento e planear o que fazer quando há um agravamento.
Faça o acompanhamento da DPOC por videoconsulta. O médico revê os sintomas e as crises, verifica a técnica dos inaladores e ajusta o tratamento.
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O que é e porque acontece
Na DPOC, os brônquios ficam inflamados e estreitos e os alvéolos, onde se fazem as trocas de oxigénio, vão sendo destruídos (enfisema). O ar entra e sai com mais dificuldade, sobretudo durante o esforço.
O tabaco é responsável pela grande maioria dos casos. A exposição prolongada a fumos, poeiras e químicos no trabalho, a poluição e, mais raramente, causas genéticas como o défice de alfa-1 antitripsina também contribuem.
Sintomas
Os sintomas instalam-se devagar e muitas pessoas atribuem-nos à idade ou ao tabaco, o que atrasa o diagnóstico.
- Falta de ar, primeiro com esforços e depois em atividades do dia a dia
- Tosse persistente, muitas vezes de manhã
- Expetoração frequente
- Pieira (chiadeira no peito)
- Infeções respiratórias repetidas e que demoram a passar
- Cansaço e perda de peso nas fases mais avançadas
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico confirma-se com uma espirometria, um exame simples em que se sopra com força para um aparelho. Este exame é feito presencialmente, num centro de saúde, hospital ou laboratório de função respiratória.
Deixar de fumar é a medida mais importante: é a única que trava a progressão da doença. O tratamento inclui sobretudo broncodilatadores inalados de longa duração e, em alguns doentes, corticoides inalados. A técnica correta do inalador conta tanto como o medicamento escolhido.
A reabilitação respiratória, o exercício regular e as vacinas recomendadas (como a da gripe e a pneumocócica) fazem parte do tratamento. Nos casos graves pode ser preciso oxigénio em casa.
O que se pode resolver por videoconsulta
Na videoconsulta, o médico revê os sintomas, o número de crises e a medicação, observa a forma como usa o inalador e pode ajustar o tratamento. Também pode pedir exames, como a espirometria ou análises, e rever os resultados consigo.
Se for clinicamente adequado, o médico pode prescrever a medicação por receita eletrónica, válida em qualquer farmácia. A decisão é sempre do médico, depois da avaliação. A espirometria, a avaliação de uma crise com falta de ar importante e a reabilitação respiratória são presenciais.
Quando procurar ajuda urgente
Se tem um plano de ação para as crises combinado com o seu médico, siga-o. Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24).
- Falta de ar intensa, em repouso, ou que não alivia com a medicação habitual: ligue 112
- Dificuldade em falar frases completas, lábios ou dedos arroxeados: ligue 112
- Confusão, sonolência invulgar ou dor no peito: ligue 112
- Mais falta de ar, mais expetoração ou mudança da cor da expetoração durante mais de um ou dois dias: contacte o seu médico ou o SNS 24 no próprio dia
Como funciona
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Perguntas frequentes
A DPOC tem cura?
Não, mas tem tratamento. Deixar de fumar trava a progressão, e os inaladores, a reabilitação e as vacinas reduzem os sintomas e as crises.
Qual é a diferença entre DPOC e asma?
Ambas causam falta de ar e pieira, mas a asma começa muitas vezes cedo e a obstrução é variável e reversível com tratamento. Na DPOC, típica de fumadores ou ex-fumadores acima dos 40 anos, a obstrução é persistente. Há pessoas com características das duas, e é o médico que faz a distinção.
Posso renovar os inaladores por videoconsulta?
O médico pode avaliar se o tratamento está a resultar e, se for adequado, prescrever por receita eletrónica. Renovar depende de a doença estar controlada; se não estiver, o tratamento pode ter de mudar.
Preciso de fazer espirometria todos os anos?
A frequência depende de cada caso. A espirometria confirma o diagnóstico e ajuda a seguir a evolução, e o médico indica quando deve repeti-la.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.





