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Clínica Online
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Consulta por videochamada

Dor e neurologia

Dor crónica: tratamento, consultas de dor e acompanhamento médico online

Revisão clínica por Dr. Gonçalo Espínola · Cédula OM 77599

Considera-se crónica a dor que dura mais de três meses. Pode ter origem numa doença conhecida, como a artrose, uma hérnia discal, a diabetes ou um cancro, ou persistir depois de a lesão inicial ter sarado, como acontece em muitas dores das costas ou na fibromialgia. Afeta uma parte importante da população adulta em Portugal e interfere com o sono, o trabalho, o humor e as relações.

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Raramente há um único tratamento que resolva tudo. O que funciona melhor é um plano que combina medicação ajustada, exercício, fisioterapia e apoio psicológico, revisto ao longo do tempo. Uma videoconsulta permite rever o que já fez, ajustar a medicação com segurança e organizar os próximos passos, incluindo o encaminhamento para uma consulta de dor quando se justifica.

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Tipos de dor e porque persiste

A dor nociceptiva vem de lesões ou inflamação dos tecidos, como na artrose. A dor neuropática nasce de uma lesão dos nervos e descreve-se muitas vezes como queimadura, choque ou formigueiro, como na neuropatia diabética, na nevralgia depois da zona ou na ciática persistente. Em muitas pessoas existe também uma maior sensibilidade do sistema nervoso à dor, que faz com que doa mais e durante mais tempo.

O sono, o stress, a ansiedade, a depressão e a inatividade não causam a dor, mas aumentam-na, e a dor por sua vez agrava-os. É por isso que o tratamento tem de olhar para a pessoa toda.

Como se trata

O exercício físico adaptado e a fisioterapia estão entre os tratamentos com mais provas na dor crónica. O apoio psicológico, nomeadamente a terapia cognitivo-comportamental, ajuda a lidar com a dor e reduz o seu impacto no dia a dia. Dormir melhor, controlar o peso e manter atividades com significado fazem parte do plano.

Na medicação, o médico escolhe consoante o tipo de dor: paracetamol e anti-inflamatórios, com cuidado nos tratamentos prolongados; na dor neuropática, alguns antidepressivos (como a amitriptilina ou a duloxetina) e anticonvulsivantes (como a gabapentina ou a pregabalina); e tratamentos tópicos. A indicação e a dose dependem sempre da avaliação médica.

Os opioides, como o tramadol, o tapentadol ou a morfina, têm um papel limitado na dor crónica que não é oncológica: o benefício a longo prazo é modesto e trazem riscos de habituação, sonolência, obstipação e quedas. Quando são usados, devem ser na dose mais baixa eficaz, com objetivos definidos e reavaliação regular, e nunca associados a álcool ou a calmantes sem indicação médica.

Consultas de dor em Portugal

Muitos hospitais do SNS têm consultas ou unidades de dor crónica, com equipas que incluem médicos de várias especialidades, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas. O acesso faz-se em regra por referenciação do médico de família ou de outro médico hospitalar. Estas equipas fazem também tratamentos que não estão disponíveis à distância, como bloqueios e infiltrações.

O que se pode resolver por videoconsulta

A dor crónica pede consultas regulares e muitas delas são conversas: como evoluiu a dor, o que ajudou, que efeitos secundários houve. Por videoconsulta, o médico revê a medicação, procura interações e doses excessivas, ajusta o plano, passa receita eletrónica se for clinicamente adequado e, se a dor o impedir de trabalhar, pode passar a baixa médica. Pode também orientá-lo para fisioterapia, para uma consulta de Psicologia ou para uma consulta de dor.

A observação física, os exames e os tratamentos de intervenção exigem consulta presencial. Uma dor nova, diferente ou que muda de características deve ser reavaliada, não atribuída sem mais à dor que já conhece.

Quando procurar ajuda urgente

Viver com dor crónica não dispensa atenção a sinais novos.

  • Dor nova e súbita, muito intensa ou diferente da habitual, sobretudo no peito, no abdómen ou na cabeça: ligue 112
  • Perda de força, dormência que se alarga ou perda de controlo da urina ou das fezes: vá à urgência
  • Sonolência excessiva, respiração lenta ou confusão depois de tomar opioides: ligue 112
  • Pensamentos de se magoar ou de que não vale a pena viver: ligue 112 ou o SNS 24 (808 24 24 24)
  • Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24)

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Perguntas frequentes

A dor crónica tem cura?

Algumas dores resolvem-se tratando a causa. Noutras, o objetivo realista é reduzir a dor e, sobretudo, recuperar a qualidade de vida e a capacidade de fazer o que é importante para si.

Porque é que o médico me fala de exercício e de psicologia se a dor é física?

Porque a dor é sempre real e física, mas o sistema nervoso que a processa é influenciado pelo sono, pelo stress e pela atividade. O exercício e a terapia psicológica estão entre os tratamentos com melhores resultados na dor crónica.

Como chego a uma consulta de dor no SNS?

Em regra através do médico de família ou de um médico hospitalar, que faz a referenciação. Na videoconsulta, o médico pode avaliar se o seu caso justifica esse encaminhamento e preparar a informação clínica.

Posso aumentar a dose dos analgésicos quando a dor piora?

Não sem falar com o médico. Tomar mais do que o indicado, sobretudo de anti-inflamatórios ou de opioides, aumenta o risco de efeitos graves. O médico pode rever o plano consigo.

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Fontes

Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.