É muito frequente: a maioria das mulheres tem pelo menos um episódio ao longo da vida. Não é considerada uma infeção sexualmente transmissível. Numa videoconsulta, o médico avalia os sintomas, distingue a candidíase de outras causas de corrimento e orienta o tratamento.
Se tem comichão, ardor e corrimento vaginal, fale com um médico por videoconsulta, com discrição e sem sair de casa.
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Sintomas
- Comichão intensa na vulva e na vagina
- Ardor, sobretudo ao urinar ou nas relações sexuais
- Corrimento branco, espesso, com aspeto de requeijão, geralmente sem cheiro intenso
- Vermelhidão e inchaço da vulva
Fatores que favorecem a candidíase
Os mais comuns são os antibióticos, a gravidez, a diabetes com açúcar elevado, a imunidade diminuída e os corticoides. Roupa interior sintética ou muito apertada, a humidade prolongada (fato de banho molhado) e os duches vaginais também podem contribuir.
Nem todo o corrimento com comichão é candidíase. A vaginose bacteriana (corrimento acinzentado com cheiro a peixe) e algumas infeções sexualmente transmissíveis, como a tricomoníase, têm sintomas parecidos e tratamentos diferentes. Por isso, sobretudo num primeiro episódio, vale a pena a avaliação médica antes de tratar.
Tratamento
A candidíase trata-se com antifúngicos, aplicados na vagina (cremes ou óvulos, como o clotrimazol) ou tomados por via oral (como o fluconazol). Na gravidez usam-se apenas os tratamentos vaginais. A escolha depende da avaliação médica, da gravidez e de outros medicamentos que tome.
Em regra, o parceiro não precisa de tratamento, a não ser que tenha sintomas. Durante o tratamento convém evitar as relações sexuais, porque alguns cremes e óvulos podem danificar o preservativo.
Quando há quatro ou mais episódios num ano, fala-se de candidíase recorrente. Nesse caso é preciso confirmar o diagnóstico com um exame do corrimento e pode ser indicado um tratamento de manutenção durante vários meses, decidido pelo médico.
O que se pode resolver por videoconsulta
Numa mulher com sintomas típicos, sem gravidez e sem sinais de alarme, o médico pode orientar o tratamento por videoconsulta e, se for clinicamente adequado, prescrevê-lo por receita eletrónica. Também ajuda a perceber se os sintomas apontam para outra causa.
Quando os episódios se repetem, quando o tratamento não resulta, quando há corrimento com cheiro, dor pélvica ou possibilidade de infeção sexualmente transmissível, é preciso observação presencial com exame ginecológico e colheita de amostras.
Sinais de alarme
Procure observação presencial no próprio dia, ou ligue 112 se o estado for grave, quando houver:
- Febre ou dor no fundo da barriga
- Corrimento com cheiro intenso, esverdeado ou com sangue fora do período menstrual
- Feridas, bolhas ou úlceras na zona genital
- Sintomas durante a gravidez que não melhoram com o tratamento indicado
- Em caso de dúvida, ligue para a linha SNS 24 (808 24 24 24)
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Perguntas frequentes
A candidíase é uma doença sexualmente transmissível?
Não. É causada por um fungo que já vive na vagina e que se multiplica quando o equilíbrio natural se altera. Pode aparecer em mulheres sem vida sexual ativa.
Posso tratar sozinha com um creme da farmácia?
Se já teve candidíase diagnosticada por um médico e os sintomas são iguais, o farmacêutico pode aconselhar. Num primeiro episódio, na gravidez, se os episódios se repetem ou se o tratamento não resultou, fale com um médico antes de tratar.
O meu parceiro também tem de fazer tratamento?
Em regra, não. Só se ele tiver sintomas, como vermelhidão e comichão na glande, deve ser avaliado.
Porque é que a candidíase volta sempre?
Pode haver fatores que a favorecem, como antibióticos frequentes ou diabetes, ou o diagnóstico pode não ser candidíase. Com quatro ou mais episódios num ano, o médico confirma o diagnóstico com um exame e pode propor um tratamento de manutenção.
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Fontes
Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.


