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Cama com rede mosquiteira num quarto de madeira
Consulta por videochamada

Saúde em viagem

Prevenção da malária: medicação, picadas de mosquito e consulta antes da viagem

Revisão clínica por Dr. Gonçalo Espínola · Cédula OM 77599

A malária é uma doença causada por um parasita transmitido pela picada de mosquitos que picam sobretudo ao fim do dia e durante a noite. Existe em grande parte da África subsariana, em regiões da Ásia, da América Central e do Sul e da Oceânia. Pode ser grave e até mortal se não for tratada a tempo, mas é evitável.

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A prevenção assenta em três pontos: evitar as picadas, tomar medicação preventiva quando o destino a justifica e procurar uma urgência perante qualquer febre durante a viagem ou nos meses seguintes ao regresso. A Consulta do Viajante avalia o risco do itinerário e decide o que é indicado para cada pessoa.

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Vai para um destino com malária? Marque a Consulta do Viajante por videoconsulta para avaliar o risco e preparar a prevenção. Se tem febre depois de regressar, procure uma urgência de imediato.

Quem precisa de prevenção

O risco depende do país, da região, da época do ano, do tipo de alojamento e da duração da estadia. Dentro do mesmo país podem existir zonas com e sem malária, e as grandes cidades têm muitas vezes menos risco do que as zonas rurais.

Grávidas, crianças pequenas, pessoas idosas, pessoas sem baço e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido têm mais risco de doença grave. Na gravidez, a recomendação habitual é adiar viagens para zonas de malária sempre que possível. Quem nasceu numa zona de malária e vive há anos na Europa perde a proteção que tinha e deve fazer prevenção como qualquer viajante.

Evitar as picadas de mosquito

Nenhuma medicação protege a 100 %, por isso evitar as picadas é sempre a primeira medida, mesmo para quem faz medicação preventiva.

  • Repelente na pele exposta, com DEET, icaridina ou IR3535, renovado conforme as instruções e aplicado depois do protetor solar
  • Roupa clara de manga comprida e calças ao fim da tarde e à noite; a roupa pode ser tratada com permetrina
  • Dormir em quartos com ar condicionado ou redes nas janelas, ou debaixo de um mosquiteiro tratado com inseticida
  • Nas crianças, escolher repelentes adequados à idade e aplicá-los pelas mãos de um adulto

Medicação preventiva

Quando o risco o justifica, o médico pode indicar medicação preventiva (quimioprofilaxia). Os medicamentos mais usados são a atovaquona com proguanil e a doxiciclina. A mefloquina, muito usada no passado, hoje raramente se indica, por causa dos efeitos secundários e da disponibilidade irregular. Diferem no momento em que se começam (de um ou dois dias a algumas semanas antes da partida), no tempo que se mantêm depois de sair da zona de risco (de uma a quatro semanas), nos efeitos secundários e nas situações em que não podem ser usados.

A escolha depende do destino, da duração da viagem, da idade, da gravidez, das doenças e da medicação que já toma, e é sempre uma decisão do médico. O mais importante é cumprir o esquema completo, incluindo depois do regresso: parar mais cedo é uma causa frequente de malária em viajantes. Em viagens longas para locais remotos, o médico pode também prescrever tratamento de reserva para usar em situações específicas.

Febre depois de uma zona de malária: urgência imediata

Qualquer febre durante a viagem ou depois do regresso de uma zona de malária deve ser tratada como possível malária até prova em contrário. Os sintomas aparecem geralmente a partir de uma semana depois da picada e, na maioria dos casos, nos primeiros três meses, mas podem surgir mais tarde, até um ano ou mais.

Procure uma urgência de imediato, ou ligue 112 se o estado for grave, e diga sempre onde viajou e quando. O diagnóstico faz-se com uma análise ao sangue no próprio dia; uma videoconsulta não substitui essa avaliação. Mesmo quem fez medicação preventiva pode ter malária.

  • Febre, arrepios ou suores, mesmo que ligeiros ou intermitentes
  • Dor de cabeça, dores no corpo, cansaço intenso
  • Náuseas, vómitos, diarreia ou tosse, que podem fazer pensar em gripe ou gastroenterite
  • Confusão, sonolência, dificuldade em respirar ou pele e olhos amarelos: ligue 112

O que se resolve por videoconsulta

A Consulta do Viajante por vídeo avalia o risco do itinerário, explica as medidas contra as picadas e, se for clinicamente adequado, prescreve a medicação preventiva por receita eletrónica, com o esquema escrito. Também é o momento para rever as vacinas e a restante farmácia de viagem. Febre depois do regresso não é caso para videoconsulta: é uma urgência presencial.

Como funciona

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Perguntas frequentes

Preciso sempre de tomar medicação contra a malária?

Não. Depende do destino, da região, da época e do tipo de viagem. Para alguns destinos basta evitar as picadas; para outros a medicação preventiva é recomendada. É o médico que avalia o itinerário e decide.

Tomei a medicação preventiva. Posso ter malária na mesma?

Pode. Nenhuma medicação protege a 100 %, sobretudo se não for tomada até ao fim. Por isso, qualquer febre depois de uma zona de malária deve levar a uma urgência, dizendo onde viajou.

Até quando devo estar atento à febre depois do regresso?

Sobretudo nos primeiros três meses, mas a malária pode aparecer mais tarde, até um ano ou mais. Se tiver febre nesse período, procure uma urgência e mencione a viagem, mesmo que já tenha passado muito tempo.

Existe vacina contra a malária para viajantes?

As vacinas existentes destinam-se a crianças que vivem em zonas de malária em África e não são usadas na prevenção em viajantes. Para quem viaja, a proteção continua a ser evitar as picadas e, quando indicado, a medicação preventiva.

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Fontes

Esta página é informativa e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer medicamento, receita, atestado ou exame é sempre uma decisão do médico, tomada em consulta. Em caso de emergência, ligue 112.